terça-feira, 31 de março de 2015

e se eu me consumir pelo vislumbre do que conhecemos por amor

" ... e se eu me consumir pelo vislumbre do que conhecemos por amor, que eu me consuma pelo amor que eu permiti brotar do meu peito, mesmo que pelo amor que por ventura eu não tenha vivido plenamente, mesmo que pelo amor não correspondido, não aceito ou não compreendido, mas que eu não me consuma pelo amor abafado dentro do meu peito, pelo amor que eu não reconheci, pelo amor que eu tenha feito calar dentro de outro peito; que eu não experiencie a cegueira de não reconhecer o amor quando brota de outro peito; eu rogo para que eu não me consuma com o remorso das almas que não viveram ou que não se permitiram viver os seus amores de reencontro e de resgate; e que eu me renda à humildade de aceitar e perdoar, sem julgamentos, as almas que engatinham por esta passagem sem conhecer o vislumbre do que conhecemos por amor! que eu consiga alcançar a compaixão para compreender as almas que amaram com amor sofrido, com amor amargo, com amor de dor, com amor de apego... que um dia aquelas almas consigam compreender o egoísmo da forma com que amaram, ou de que se negaram a amar... porque o que fica, não é como dizem, o amor que damos ou que recebemos, mas é sim, o amor que nos permitimos sentir, seja lá em qual forma for, seja do nosso peito ou de outro peito; que eu consiga me doar no despertar das formas ou vislumbres do que conhecemos por amor, por mim e pelas outras almas com quem batemos de frente nos caminhos do tempo... e se eu me consumir, que antes, eu me consuma pelo amor de amar a mim mesmo" 

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