sábado, 4 de julho de 2009

Anjos...

E das duas hierarquias de Anjos:Mais abaixo, à esquerda, diante de um abismo;Mais especificamente um penhasco;Era dia, nebuloso, acinzentado, meio frio.Todos eles, homens, de porte e altura mediana a alta;De aparência entre trinta e quarenta anos de idade;Vestidos de terno e sapatos preto, camisa branca e gravata;Com cabelo semi-longo, ondulado ou liso, castanho ou negro;De pele clara a branca.De barba feita, rosto liso ou uma barba rala e aparada.Todos eles mantinham um olhar fixo à frente;Estavam um ao lado do outro, com uma pequena distância os separando;Rijos, firmes e eretos... Imóveis;Com um pé apoiado mais à frente e outro mais para trás.Estes, tinham o poder de interver entre os humanos;Estabelecer um contato direto com homens.Mais acima, à direita, um céu;Um céu claro, colorido por um azul e branco;Todo ele cheio, povoado por criaturas belíssimas.Eram anjos, de porte pequeno a mediano;De pele branca, olhos claros e cabelo claro;De um castanho dourado, ruivo ao louro;Ondulado, à altura do ombro.Vestiam batas, vestidos, de cor branca;Longo, à altura do tornozelo.Estavam todos descalços... levitando;Se mantinham um pouco acima do chão;Mas não havia chão... Levitavam, voavam...Todos eles tinham asas de um branco...Não era possível definir o seu sexo ou a sua idade;Alguns mais pareciam do sexo masculino, mas não era possível se ter certeza;De nenhum deles era possível se definir;Eram todos eles jovens, muito jovens;Ao mesmo tempo, poderiam ser tomados sob algumas óticas;Se pareciam com crianças, adolescentes e adultos muito jovens.Levitavam de um canto ao outro;Estavam muito próximos;E neste céu não se via limites...Mas haviam tantos deles que uns ficavam muito próximos aos outros.Tinham uma visão muito ampla;Podiam olhar para baixo, para a frente e para o lado;Eles viam os homens vestidos de preto, mais abaixo.De repente, um dos homens, cai do penhasco, direto ao abismo;Que parece não ter fim;E estava encoberto por uma leve e branca fumaça...Comum aos dias nebulosos;Mais ao fundo tudo era cinzento...Até que se ia perdendo a visão do que poderia haver além, lá embaixo.Não foi possível saber se o homem pulou ou se caiu...E foi caindo com as costas para baixo e seu peito para cima;Vi bem, embora de relance, vi muito bem o seu rosto.Vi os seus olhos, de um castanho escuro.Vi também sua barba e sua pele branca.Vi o seu cabelo, de um castanho escuro e de um leve ondulado.Nos seus olhos havia terror!O terror da queda...Um dos anjos desce em um vôo ao seu encontro!O anjo agarra o homem, livrando-o da queda...Volta-se mais para cima e ampara o homem no chão;Atrás do penhasco, coloca-o deitado, deixando-o se recompor do susto.E o homem fica ali deitado por um tempo, como que voltando a si e refletindo.E os outros homens voltavam-se para ele, ao redor dele.

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